segunda-feira, 27 de junho de 2011

Sabedoria

Oi, pessoal!

Como vocês vão? Já estão contabilizando os quilinhos juninos extras? Eu já desisti!rsrs

Bom, eu não tenho muito jeito para cuidar de plantinhas, já até me disseram que minha mão não é boa pra isso...fiquei arrasada! Pensando nisso, lembrei dos filmes que fui obrigada a assitir na escola (nossa, faz tempo, hein!) pela professora de História. Ah, fala sério! Juntar um monte de adolescente num auditório para assistir filmes 'cabeça' era demais, né!!!

Uma das sessões me surpreendeu. Assistimos ao filme Sonhos, de Akira Kurosawa, e foi basicamente ali que eu me encantei pela cultura oriental.

A calma, a tradição, a valorização da cultura, das pessoas, do tempo, da paciência...vide os bonsais! Eu sou apaixonadamente louca de vontade de ter um aqui em casa.

Mas vamos combinar que se nem feijão no algodão resiste por muito tempo, imagine um bonsai, que é uma plantinha cheia de não-me-toques! Não ia rolar mesmo!

Acho linda toda a filosofia do cultivo lento, dedicado, programado, com suas regras e blablablás, maaas, deixei meu lado ocidental (leia-se meu jeitinho brasileiro) falar mais alto e consegui conciliar a vontade de ter um bonsai com a falta de jeito em cuidar de um: achei um bonsai fake!
hahaha

Diga se não é -cof, cof - igualzinho ao natural?! E se estiver sujinho vai pro tanque!

Que orgulho do meu sangue verde-amarelo!

Os japoneses que me desculpem, mas foi o que deu!

すべてにキス

((Beijos a todos! Salve, Google! rsrs))

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Viva São João!

Oi, pessoal!

Ah, como eu adoro festa junina!!!

Acho tão bacana, é uma festa sem fricotes, sem frescuras, que homenageia nossa cultura popular, nossa culinária, nossa dança, nossa gente! Sou fã de festa junina!

Agora com a sobrinhada toda, tenho um motivo a mais para gostar. Lembro de cada apresentação dos meus pequenos e fico orgulhosa só de lembrar...acho que eu babo mais por eles do que os próprios pais, vai entender!? rsrs

A culinária desses festejos então, ai que loucura! Inclusive hoje estava assistindo ao programa da Ana Maria Braga (feriado improdutivo) e vi um docinho que me fez babar na camisa! Pé-de-moleque misturado com paçoca e tudo coberto com chocolate. Morra, Projeto Verão sem Canga!

Atribuo esse meu gosto por festa junina à genética. Juro!

Quer ver? Meu pai nasceu em Caruaru-a capital do forró, onde tem um São João de fazer arrepiar! Meu avô nasceu numa cidade praiana daqui de perto e fazia aniversário no dia de São João, e 'aproveitava' a festança da cidade dele para comemorar seu próprio aniversário. Não faz muito tempo que meu avô partiu para curtir o São João em outro canto, e parece que foi ontem que a gente ficava doido na correria para fazer a festa de aniversário dele, que-obviamente, era uma festa junina. Ah, quanta alegria...era um dos momentos mais felizes da nossa família. Minha dinda era uma cozinheira de mão cheia, e além da alegria de comemorar o aniversário do meu avô, era uma festa feita por todo mundo junto, e isso era fantástico! Teve um ano em que minha tia fez um buraco no bolo, colocou um pirex pequenininho e fez um mini-aquário para um peixinho (que depois pulou para o glacê e morreu diabético, mas abafa!rs), e como eu avô ficou feliz...suas 2 paixões reunidas: a festa junina e a pescaria.

Com uma família arretada dessa, vocês ainda duvidam da força da genética???

Uma imagem de uma festa junina muito feliz com minha peruinha amada para alegrar nosso São João!




Beijinhos a todos e um excelente fim de semana!

terça-feira, 21 de junho de 2011

Olha a chuva! É mentira!! Olha o preconceito! É verdade...



Oi, pessoal!

No fim de semana fui abduzida para a roça com minha digníssima família buscapé.

Foi tudo maravilhoso, como todos os dias com a nossa família devem ser.

A minha sobrinha Isabela faz aulas de teatro num curso lá da cidade dela, e haveria uma festa junina organizada por várias entidades (parece coisa de centro espírita) da localidade. Como criança não sabe de onde veio nem pra onde vai, meu irmão teve que sair em diligência para investigar que hora seria a bendita festa, mas não basta ser pai!rsrs

Chegamos à festa e descobrimos que era bem pequenininha (acredite, para uma cidade que já é pequenininha, isso é muita pequeninice junta!), mas dava pra distrair as crianças, então já foi ótimo!

Isabela pescou um fone de ouvido! Vê se pode colocar isso pra ser prenda de pescaria?! E quando a moça entregou pra ela, a bichinha veio me perguntar: dinda, o que é isso? E eu expliquei que era um fone para ouvir radinho, mas ela ficou arrasada, porque nem radinho ela tem! rsrs

Conseguimos trocar por um kit de fazer passarinhos de gesso (queria aproveitar pra mandar um beijo pro tapete da sala, porque depois que ela abrir esse kit, ele em breve não estará mais entre nós).

Meu pai relembrou seus dias de seca no sertão e cada vez que eu olhava para a criatura ele estava comendo alguma coisa...vixe!

O ponto alto da festa pra mim foi um momento que eu nem sabia que aconteceria: a quadrilha da Pestalozzi se apresentando.

Os alunos da instituição (que cuida de pessoas especiais) estavam vestidos a caráter e dançaram lindamente.

Os passos estavam bacanas? Não sei.

A quadrilha estava organizada? Não sei.

Os alunos estavam dançando em pares? Não sei.

As roupas estavam bonitas? Não sei.

Eles estavam no ritmo? Não sei.

- Ué, mas então você não assistiu à dança, oras!

Sim, eu assisti, mas não consegui prestar atenção em mais nada que não fosse o sorriso enorme que cada um trazia no rosto durante t.o.d.a a apresentação. Poucas vezes na vida eu vi pessoas se divertindo tanto com uma dança. E ao final, eles provaram que são mesmo ESPECIAIS: eles olharam uns para os outros e se aplaudiram.

Palmas para a quadrilha da Pestalozzi!

Obrigada, quadrilha da Pestalozzi!

E para quem não gostou da atividade (não foram poucos que não deram nem pelota): sinto muito! Sinto muito por existir gente assim...

Beijinhos a todos!

sábado, 18 de junho de 2011

O medo de ter medo



Oi, pessoal!

Eu sei que não é exclusividade do Rio o pânico em relação à violência, mas como aqui é onde vivo, aqui é onde meu calo aperta.

Nunca fui assaltada, graças a Deus!

Sou muito agitada, afobada, e às vezes as pessoas acham que isso é sinal de distração. Engano! Na verdade posso até parecer distraída, mas é porque estou prestando atenção em tudo o que acontece ao meu redor. Se está na minha área de cobertura, eu sou uma das primeiras a saber. Acho que isso é um instinto de sobrevivência bem útil nesses tempos tão perigosos...

Eu confesso que sofro de um medo enorme: o de ter medo demais!

Medo de sair sozinha, medo de sair à noite, medo de sair à pe, medo de andar de ônibus, medo de sair de carro...

Certa vez estava voltando para casa bem tarde, era um domingo (que sempre deixa as ruas mais desertas) meio chuvoso, e no último sinal (semáforo!rs) antes de entrar na minha rua, um cidadão saiu da calçada e veio vindo em direção ao carro. Como eu já estava bem devagar por causa do sinal, percebi logo a movimentação da criatura. Ele chegou a encostar no carro, e o que a grande adulta responsável fez? Acelerou o carro e dane-se o mundo!

Não aconselho isso a ninguém, e depois fiquei tremendo por séculos! E infelizmente descobri que meu instinto me faria passar por cima de um assaltante sem dó nem piedade. Tremer, só depois.

Esse comportamento é o contrário do que a gente aprende desde sempre, mas fazer o quê? Nem pensei, só pisei fundo! Um perigo...

Essa semana estava com meu pai num terminal de ônibus de Niterói (que nem é tão braba quanto o Rio, dizem)e senti que tinha alguém muito perto de nós. Fiquei observando de rabinho de olho e vi que era um rapaz que estava de butuca ligada na gente. Butuca por butuca, a minha também funciona que é uma beleza. Fiquei muito nervosa porque meu pai não tava nem percebendo nada, andava calmamente como quem está passeando no calçadão. Acho que o infeliz estava esperando uma mínima distração para puxar minha bolsa, porque ele estava com o olhar fixo nela. Apertei bem a dita-cuja no braço para que ele visse que eu não estava alheia às intenções dele. Aí o que o meliante fez?! Começou a olhar para a carteira do meu pai! Putz...minha vontade era dar uma bolsada na cabeça dele!!! E como minha bolsa estava pesada, ele teria um belo galo para deixar de ser pilantra! Isso dependendo da força, porque se ele encosta num fio de cabelo do meu pai, eu providenciaria um traumatismo craniano pra ele!

Quando avistei que o ônibus que a gente pegaria estava paradinho na plataforma, peguei o braço do meu pai e apertei o passo! E quando passei por um segurança, acreditam que ele me alertou com os olhos de que havia alguém atrás de mim???? Ele não deveria ser segurança, e sim observador de pássaros, tamanha utilidade!

Entramos no ônibus e o assaltante (sim, porque depois de tantos elementos a presunção de inocência já tinha ido pro beleléu!) ficou perambulando pela plataforma sem entrar em ônibus nenhum.

Acho que ele só desistiu porque eu estava atenta, senão novamente eu viraria estatística.

Precisamos urgentemente da intervenção do bando do Capitão Herculano (novela querida!) ou daqui a pouco teremos apenas bandidos nas ruas. Porque até quem não tem síndrome nenhuma já tá ficando com as barbas de molho.

Tenham um lindo fim de semana de paz!

Beijinhos

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Vício



Oi, pessoal querido!

Gente, fiz uma constatação muito louca: o vício une uma família!

Não, fiquem tranquilas porque não vou falar dos vícios ilícitos que vemos por aí nas páginas policiais não...vou falar do vício que chegou aqui em casa sorrateiramente e se abateu sobre nossas cabeças (a minha e a do meu pai, mais especificamente!).

Eu tenho a sorte de sair cedo do trabalho, e quando chego em casa sempre vejo meu pai assistindo à TV. Confesso que nunca dei muita confiança, sempre que chego, acabo sentando um pouquinho no sofá com ele para aquelas conversinhas básicas de -como foi seu dia? Alguém ligou? Almoçou direitinho? e tal.

Numa dessas sentadinhas, quando eu menos esperava, o bichinho noveleiro me mordeu! Ai, ai, ai...estou assistindo a novela das 18hs!

Pois é, como dizem os meninos do meu trabalho: virei estatística feminina! hahaha

E como é viciante, docinhos!

Duvidam? Ó só: estava no consultório médico aguardando a minha consulta e do nada a sala de espera lotou. Apavorei, fui perguntar à secretária que tsunami humano era aquele, e ela respondeu -é só pra ver a novela! Pronto, me uni à massa e torci pela mocinha suspirando com toda a mulherada presente!

E que o vício une, duvidam ainda??? Hoje meu pai foi ao hospital fazer vários exames e eu, como sua personal acompanhator, fui junto. Quando estávamos prontos para ir embora, nossos relógios biológicos viciados perceberam que algo estava para acontecer...quando de repente ouvimos a abertura da novela. Pronto! Tremores violentos nos impediram de entrar no carro e sentamos na recepção para assistir a mais um capítulo do nosso querido folhetim!

Açucena e Jesuíno, tamo junto!

Beijinhos

ps.: será que esse é o primeiro passo para os vícios mais graves, tipo novela das 21hs?? Que destino me espera? Ó dúvida cruel! Será meu fim assistir ao remake nacional de Rebelde? SOCORRO!! hahaha

segunda-feira, 13 de junho de 2011

A arte de saber escolher



Bom dia, pessoal!

Escolher presentes é uma arte que eu não domino nem um pouquinho...triste isso!

Às vezes até quando é alguma coisa para mim, eu chego em casa e fico pensando: será que eu gostei mesmo disso??? E volta a Fá para trocar o trem equivocado...rsrs

Eu tenho uma tia amada que sempre chora as pitangas por não saber comprar presentes, porque a filha mais velha dela reclama de absolutamente tudo, mas sabe que comigo ela sempre acerta em cheio?! Ainda bem que somos diferentes, senão cadê a graça??

Meu pai é uma negação total e absoluta! Já ganhei até um pijama esquisitíssimo de presente de Natal! kkkkk

Inclusive, eu bem que tentei incluir o boneco nas comemorações do Dia dos Namorados, mas não colou. Já que ele está solteiro, falei pra ele ficar à vontade em me presentear, que eu estava disposta a aceitar um presente só pra ele não se sentir excluído nessa data...nada feito. Quanta ingratidão...hahahaha

Se tem uma coisa que eu gosto é lista de presente! Ah, acho uma delícia!!! Menos de casamento, que eu acho chato (vai entender!). Minhas primas são craques em 'deixar escapar' o que querem, e eu adoro! Menos trabalho pra mim e para elas! rsrs

Agora se tem uma coisa que Glorinha Kalil nenhuma me convence é que trocar presente é falta de educação. Quando eu presenteio alguém, quero que essa pessoa fique feliz, e se ela for ficar feliz com outra coisa, muito melhor que ela troque o que eu dei do que jogue no fundo de uma gaveta qualquer.

Ser feliz com o presente recebido? Acho chic! hahaha

Bom proveito com os presentes de dia dos namorados e boa troca para quem pode trocar!rsrs

Beijinhos e uma linda semana!

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Surto consumista mirim



Bom dia frio, pessoal!

Relembrando a minha infância, percebo que nunca fui muito consumista, nem fui daquelas crianças insuportáveis que se joga no chão porque quer que os pais comprem o universo e só param a birra quando conseguem o que querem.

Na verdade, acho que fui uma criança muito legalzinha. Nunca pentelhei o juízo de ninguém, nunca liguei em ter coisas caras, nunca senti necessidade de ter um monte de coisas pra não usar - nem na adolescência!

Minha amada sobrinha está na crise dos 7 anos (quem acha que essa crise só alcança relacionamentos não sabe de nada!). Seus pais se separaram, e para a cabeça de uma pequenina isso é muito complicado, porque ela perdeu a referência de que temos que trabalhar para ganhar dinheiro. A mãe dela não trabalha, vive às custas da pensão do meu irmão, o que implica em certas privações.

E a crise dos 7 anos pegou a pequena pelo bolso! A bichinha está num surto consumista frenético, e ainda mais agora que acha que dinheiro nasce em árvore (preciso reflorestar minha vida!rs). Como eu sempre fui a incentivadora dos luxos da cambada de sobrinho, sobrou pra mim!

Certo dia fomos ao shopping para assistir a um filme, mas chegamos já em cima da hora e não conseguiríamos entrar na sala a tempo. Fiz um trato com a tropa: com o dinheiro do cinema e da pipoca eles poderiam comprar o que quisessem. O menino se empolgou com um jogo de vídeo game, a menina logo começou a fazer uma lista gigante de maquiagem, brinquedo, acessório...etc e etc.

Compramos para ela vários balangandãs (pulseirinhas e frufrus de cabelo) e um gloss para pendurar na mochila. E foi uma luta para convencer que - não, nós não vamos comprar tudo o que você quiser! E a pequena consumista ficou emburrada mesmo após suas comprinhas!!

Quando entramos numa loja para comprar o jogo do meu sobrinho, eu vi um porta-jóias incrível, maravilhoso, deslumbrante! Tinha 3 andares de gavetinhas, era rosa claro, a tampa abria em um espelho enorme e surgia uma bailarina dançando...*suspiros*

Fiquei tão boba e logo mostrei:

- Isa, olha que coisa mais linda esse porta-jóias! É uma caixinha de música também! Blablablá...

- VOCÊ TÁ ME MOSTRANDO ISSO POR QUE? NÃO VAI COMPRAR PRA MIM MESMO!

Nesse momento, todas as vendedoras da loja olharam para nós e caíram na gargalhada...

Resumindo: sair com sobrinhos não é para fracos!

Beijinhos

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Tá chegando a hora!




Bom dia, pessoal!

E mais uma semana começa.

E não é qualquer semaninha não, é a pré-semana do Dia dos Namorados!

Como boa brasileira que sou, ainda nem resolvi o que vou comprar para o namorildo e vou acabar deixando para o último minuto. Tradição é tradição, oras! rsrs

Ó dúvida cruel...eu tenho um namorildo que não é nada fashion (se fosse não estaria comigo!) e é muito do engraçadinho, então preciso comprar com muita atenção, senão escuto gracinhas até não poder mais...dorme com um barulho desses! hahaha

O problema é que já esgotei todas as possibilidades de presente, e não sou muito de dar presentes escalafobéticos não. Sou básica até para presentear, ô sina! Acho chato dar coisa de comer pq depois acaba e pronto. E ele não come chocolate, então teria que dar uma caixa de espetinhos de churrasco=fora de questão! rsrs

Todas as coisas coringas eu já dei. Não aguento mais comprar relógio, tênis, coisas do Flamengo (que são as preferidas!rs)...

Eu sou festeira e adoro datas comemorativas, mas não gosto muito do dia dos namorados, acreditam? Acho tão chato isso de ter algum calendário me dizendo quando eu devo me inspirar e presentear alguém...mas fazer o quê, né?!

Eu confesso que tentei me esquivar esse ano fazendo um pacto de não-presente em função de um bem maior, ou traduzindo: 'vamos economizar?'

Considerando que levei um veto e ainda fui chamada de anti-romântica e pão-dura, achei melhor aceitar o destino e comprar um presente que seja bem bacana. Mas qual???????

Ai, ai...com essa pressão não há romantismo que aguente!

E vocês, já compraram os presentes dos digníssimos?

Boa semana e boas compras para todo mundo!

E tomara que namorildo acerte, porque ele não me deixa trocar presente!!! kkkkk

Beijinhos romântico-estressados!

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Choquei



Oi, pessoal!

Primeiro quero dizer que prometo responder a todos os e-mails atrasados nesse fim de semana! Andei enroladinha, porém eu tardo mas não falho! rsrs

Voltando ao péssimo assunto do serviço público que é terrivelmente prestado em alguns locais, eu senti na pele essa emoção de ser atendido por uma infeliz com o cérebro de uma ervilha (desidratada, claro...) na última semana.

Eu liguei para um setor diferente dentro da minha própria estrutura de trabalho; que cuida de assuntos relacionados a crianças, sendo gentil e educada, obviamente me identifiquei e pedi informações sobre como encaminhar um idoso que está cuidando dos netinhos que ficaram órfãos após o assassinato da mãe (presenciado por eles!). Quando expliquei que era um senhor de idade avançada que agora teria essa responsabilidade e que seria extremamente oportuno que as crianças fossem avaliadas e possivelmente encaminhadas a um programa de acompanhamento psicológico, social e sei lá o quê mais estivesse disponível...

Na pressa louca e idiota de se livrar de mim, a atendente após ouvir o meu relato, disparou: mas ele é idoso, deve ser encaminhado a outro setor!

Eu, calmamente, expliquei que ele é idoso, sim! Por isso é "avô" das crianças que precisam de ajuda.

Superada a má-vontade inicial, solicitei novamente que ele fosse atendido para conversar sobre as possibilidades de inclusão das crianças em programas pertinentes à situação triste em que se encontram, a infeliz pergunta:

"-Mas será que elas precisam de acompanhamento mesmo?"

Minha resposta oficial: "-Sim, você provavelmente se distraiu e não compreendeu a parte da história em que eu te contei que elas presenciaram o assassinato da mãe dentro da própria casa e agora moram com os avós. Portanto, acho que precisam sim."

Minha resposta interna (perdão, leitores!!!): "-Você tá de brincadeira ou é idiota assim mesmo??? Claro que precisam, sua preguiçosa! Trate de atender, e muito bem o avô, para fazer jus ao dinheiro que ele e toda a população paga para você, sua incompetente!"

Ufa, desabafei...

Se tem uma coisa que me azeda instantaneamente é engolir sapos. E lidar com gente ruim!

Cadê a solidariedade, a vontade em ajudar, em minimizar o sofrimento dos outros? E olha que ela não teria que fazer praticamente nada, apenas elaborar um ofício encaminhando o senhorzinho. Custa tanto assim ser gente de verdade?

Acho que custa. Tá custando vidas por aí, porque o mundo está de cabeça pra baixo por conta disso...

Beijinhos dessa blogueira que não quer nunca perder a capacidade de se indignar.