quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Tempos modernos


A ideia de que o mundo 'moderno' nos causa stress, pânico e essas coisinhas não rola comigo.
Fala sério, quem tinha que ser estressada era a minha bisa, que acordava de madrugada pra acender o fogão à lenha, ferver o leite (que chegava num galão pesaaado), assar pão, engomar a beca do digníssimo marido (que não pegava nem a própria cuequinha na hora do banho-registre-se!), arrumar a penca de filhos que ia estudar lá em caixa prego, preparar almoço, cuidar da casa, estudar com as crianças, cuidar de bebês (sempre tinha algum bebê na família, reparem só!), coser meia furada, catar piolho de um, cortar unha de outro...até chegar a hora de preparar o jantar que deveria estar muito bom senão o patrão-marido resmungava.
Isso tudo sem máquina de lavar roupa, sem máquina de lavar louça, sem ferro a vapor, sem computador (hein?) e sem ajuda.



Isso sim me daria medo...
Hoje nós temos carro para ir ao supermercado, comprar nossos congelados abençoados, enquanto a máquina lava nossa roupitcha para que a diarista passe tudo no nosso ferro ultra-gliss-power-master.



Tá reclamando de quê, minha filha?
Stress? Na-na-ni-na-não!!!

Amélia é que era mulher de verdade!

domingo, 17 de outubro de 2010

Viver a vida!


É incrível como temos medo da morte, de ficar doente, de altura, de barata...
O medo faz bem, nos preserva vivos e espertos. Mas até certo ponto.
Quando deixamos o medo ficar maior do que nossos sonhos, aí ele serve para nos impedir de viver.
Tudo bem ter medo de avião. Nada bom desistir de conhecer lugares incríveis por causa disso.
Tudo bem ter medo de altura. Nada bom deixar de apreciar uma vista lindíssima por causa disso.
Tudo bem ter medo da morte. Nada bom não viver bem pensando nisso.
Tudo bem ter medo de insetos. Nada bom deixar de fazer aquele piquenique sensacional por causa deles.
Tudo bem ter medo. Nada bom ser infeliz por ter medo.
É difícil, difícil, mas não é impossível! O meu maior medo é deixar de ser feliz por ter medo da vida.
Agora quem não tem síndrome de pânico fica sem assunto. Prefiro ficar caladinha do que engrossar essa massa!
Medo: sim. Viver: mais sim ainda!!


Se eu puder escolher, prefiro viver sem baratas no mundo! Perfeição!

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Sai prá lááááá!

Essa semana vou confessar que passei a acreditar em bruxas. E além disso, acreditar que elas estão entre nós.


Trabalhei bastante esses dias pós-eleições, e em decorrência de algumas complicações no trabalho, convivi com a maldade humana de pertinho.
Tem umas pessoas que eu vou contar uma coisa, são muito das trevas!
Isso me levou a pensar em que tipo de pessoa eu sou e quero continuar sendo.
É incrível como para alguns espíritos sem luz importa mais a infelicidade alheia do que sua própria felicidade. É tanta vontade de ver os outros se darem mal que nem percebem o gasto de tempo e energia que isso traz.

Definitivamente eu penso muito diferente disso. Eu sei que o mundo dá voltas, e se hoje eu estou bem, por cima, amanhã só Deus sabe onde estarei e de que jeito. Vale a pena achar que eu sou melhor do que alguém por estar bem? Claro que não. O que vale é estar bem onde estou, e ter a confiança que quando os dias não tão maravilhosos chegarem, vou ter ajuda pra subir de volta.
É isso que a gente leva da vida, afinal.
A essa altura vocês devem estar me achando a próxima encarnação do Gandhi, de tanta serenidade.
Maaas, essa serenidade chegou depois de xingar todos os palavrões que eu conhecia e inventar outros tantos (que ainda não posso divulgar porque serão devidamente patenteados!rsrs).
A vida é assim mesmo. Às vezes precisamos ficar no escuro para voltar a dar valor ao brilho do Sol!
E para minha felicidade, descobri que onde tem bruxa tem fada, e tive a oportunidade de fortalecer laços de amizade e companheirismo muito especiais.

Pelo sim, pelo não: Xô uruca!

Placar final = Semana produtiva e feliz!

domingo, 3 de outubro de 2010

Eu quero!


Eu sei que já passei um pouco da adolescência e de seus desejos efervescentes, mas um permanece em mim: eu quero um país melhor!
Eu quero crianças com direito a estudar o que quiserem, com liberdade, boas condições e qualidade.
Eu quero dignidade no futuro, quando eu já tiver acumulado mais histórias do que os que me ouvirão.
Eu quero meus olhos brilhando de orgulho dos meus irmãos que têm sua felicidade realizando sonhos alheios.
Eu quero dias melhores.
Mais verdes de esperança no amanhã.
Mais amarelos ensolarados.
Mais azuis como o céu que numa época foi nosso limite.
Mais brancos de paz.
Eu quero ter orgulho do meu país e de de nossa gente que sofre, batalha - mas sorri!
Eu quero um sorriso patriota nesse dia em que escrevemos mais um capítulo da história do Brasil.
Agora não importa mais quem é vermelho, tucano ou verde. Somos todos brasileiros e vamos fazer a nossa parte.
Cada um faz a sua e tudo fica completo.
Eu quero, e acho que vou querer sempre! Até não ter mais querer algum.
Tudo bem que eu queria o Brasil mais verdinho, mas vida que segue...